segunda-feira, 12 de maio de 2008

Sem mérito

Queria escrever algo que valesse a pena ser lido, mas não encontro nessa cabeça cansada algo de novo, algo que julgue realmente bom.
Acabaram-se as idéias e planos.
Resta eu sozinha, em frente a essa tela que me diz o que eu quero ler.
Pra quê?
Isso não é profissão, não pra mim...
Chega de escrever mesmo que não seja o fim,
vou virar atriz (ou não...) e não garanto a felicidade
nem a ousadia.
Não garanto os dias de chuva,
tampouco os latidos de madrugada.
Então qual é a graça da escrita,
se é sempre coisa repetida?
Tirada da cabeça do povo,
dos gestos do cavalheiro,
e do olhar da bela dama,
Escrever não é pra mim,
é pra quem ainda quer vencer o mundo,
é pra quem sorri quando chora.
Eu choro, choro de medo do mundo,
da derrotada que sou
em frente ao computador.

sábado, 26 de abril de 2008

Pensamentos Passageiros

Eu queria era ir pro céu, não no sentido figurado, no literal mesmo! Imagina como deve ser divino acordar com o sol, de fato, batendo no rosto...Acho que é por isso que criaram o sentido figurado da coisa.
A verdade é que não quero ter que arriscar morrer para me estirar em nuvens.
Se eu fosse exilada de todos os países do mundo teriam que me mandar logo pro espaço, mas o que eu teria que fazer?
Medéia matou os filhos e teve um carro flamejanto a seu dispor...Mas eu não tenho filhos...
Disseram-me que os santos ficam 15 minutos no purgatório e depois vão pro céu e o que é 15 minutos comparado a eternidade? Mas eu também já disse que quero ter que morrer...
Babel! Construção em pleno século XXI é balela...Será que algum engenheiro seguiria meu projeto?
Acho que não sou a única a querer subir ao céu...Quem conseguiu deve ouvir canção de motor de avião e ter pele negra por causa do sol...Eu queria ter pele negra! Será que a origem dos negros vem de cima? Não sei, mas ia ser engraçado se fosse...Imagina, o mundo todo, preconceito do jeitinho que é, sabendo que o maior desejo dele(s) é ser negro!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Escritos escolares: Folhas de caderno

E volto a escrever à caneta, sinto saudades das folhas brancas e do romantismo artificial ... Artificial, no meu caso. Voltei porque senti falta mesmo, falta de alimentar meu calo, falta dos rabiscos e de minha letra infantil.
Talvez, o café preto tenha ajudado e até mesmo a literatura por escolha, que finalmente me cabe, mas conto um segredo a esses papéis alvos, o motivo fundamental que reconheço vocês como amigas novamente, é ele. Sim, volto aos cadernos por um...Alguém. Tolice que jurei jamais fazer e que tenho certo meu arrependimento em documentar...

Caso, minhas amigas se sintam, imensamente, gratas com minha volta, atravessem o café e agradeçam a ele mesmo, mas não esqueçam de vestir alguma coisa bela, como palavras de amor.

domingo, 20 de abril de 2008

Não se preocupe, o problema é o mau tempo. Dia de chuva é perigoso, põe as pessoas coagidas em baixo de um plástico amarelo, xadrez ou transparente e faz com que elas se sintam erradas aonde se encontram. É um longo aviso de que permanecer no próprio casulo é a melhor maneira de encontrar real abrigo, mas um que muitas vezes te obriga a fingir satisfação e gozo e não tédio e despretensão. A verdade: É tudo mentira!

sábado, 5 de abril de 2008

Ilustres anônimos


Eram três jovens comuns, se não julgados pelos paletós que trajavam,

dispostos lado a lado em bar conhecido da cidade.

Esperavam outros três com cerveja, papel e caneta.

Alegria maior a minha que fazia parte dessa trindade,

pois ali tive a oportunidade de conhecer importantes homens

que um dia farão história dentro de um livro.


Mas, amigos, não neguem o dom da palavra que os acompanha,

mesmo quando não o queiram.

Neguem antes os chutes embaixo da mesa

e as histórias inventadas em razão do

sono da menina.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

terça-feira ausente

Meus leitores fantasmas, creio eu que já estam cansados de tantos textos babados de amor, mas a verdade é que o momento presente impera sempre em meus textos.Agora por exemplo falaria da ausência das pessoas amadas, que necessariamente não morreram nem nada trágico, mas que se ausentam de duas formas: estando tremendamente presentes em nossos pensamentos que se descuidam e acabam por voltar aquele amor, amigo ou momento ausente; ou a ausência triste de pessoas presentes que se tornam diferentes de nossas lembranças e por isso já não vivem mais naqueles que carregam seus nomes.
Alegria maior a minha que quem se ausenta aqui não está presente, justamente tão longe de meus olhos, mas que me visita em tantos pensamentos, muitos ele chega sem permissão, outros vem devagar, melhores são aqueles quando desatino de mim e já não sei quanto do tempo se passou, onde do mundo me restou, pois os olhos já cerraram, a boca saliva e os próprios dedos tentam em vão lembrar de divinos momentos quando encostam na pele carente dessa que vos escreve...
A verdade é que não posso mudar, continuarei a ser mera tradutora dessa vida minha, mas esperem por terremotos, guerras, índios e pedidos de casamento, caso contrário terão de ler tolas confissões de uma jovem desatinada.

domingo, 10 de fevereiro de 2008


Em qualquer lugar do mundo não há nada como as memórias.Algumas tristes que mantemos secretas a nós mesmos, outras divertidas e perigosas por despertarem em momentos inoportunos. As memórias têm o gosto inconfundível de saudade, mesmo que nem sempre desejássemos voltar aquele quarto, casa ou rua.